quinta-feira, 15 de março de 2007

Mortes Diárias.

Já morri algumas vezes de amor, tive agora uma crise enquanto ouvia Chico Buarque e pensei porque eu estou passando por isso tudo, porque sofrer?
É tão fácil ser feliz, basta apenas ir ao shopping comprar algumas coisas novas, ver algumas comedias com amigos ou então ir a uma festinha que tem milhões de pessoas iguais a você, mas porque ao invés disso eu prefiro sofrer em casa?
Porque eu prefiro sofrer a cada scrap, a cada comentário, a cada mensagem?
Acho que vou desligar meu coração e ser apresentado a esse mundo tão moderno que nos afasta da morte, por mais que ela insista em aparecer a cada música que eu ouço em seu luto.
O que está morto não tem volta, não acredito mais em super-homem, não existem coisas infalíveis e não existe mais meu super computador que cai a net quando resolvo aparecer para você.
Não existem mais ciúmes, já que não existem mais vínculos.
Será que eu não fui porque eu tenho medo de ser feliz de verdade?
Será que eu não fui porque eu tenho medo de amar o real?
Não sei, prefiro dizer que não fui para ser diferente de você, já que eu te desprezo tanto. Prefiro dizer que eu não fui porque sei que no fundo eu não te amo, apenas me divirto teatralizando o meu sofrimento com o fim do nosso falso amor.
Você não me deixou nada, a não ser algumas fotos, algumas músicas, algumas cartas e um resto de amor, que esse já não é utilizado desde a invenção do computador
O amor ficou esquecido no meio de tanto orkut, msn, google talk e e-mails.
O amor ficou esquecido na esquina que nunca atravessamos de mãos dadas.
O amor ficou esquecido dentro de mim e eu revivo esse amor apenas para utilizá-lo com outra pessoa. Eu revivo seu amor apenas por enquanto que o meu computador não pega um vírus e não te deleta junto com todas as fotos, com todas as músicas, com todos os e-mails e depois disso quem sabe eu não esteja preparado para amar alguém de verdade, amar uma pessoa com sentimentos e não a um computador.

Thiago Eury 09-03-07

Um comentário:

Sthevan disse...

A última frase é a de mais efeito.
Isso mesmo.